quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Poetas del Mundo - Tras las Huellas del Poeta: Terceiro Dia no Chile - Encontro com Alunos e Mulheres em Melipilla




20 de Outubro: Saída de Santiago em direção a Melipilla. O ônibus aguardava `a rua Londres.


Melipilla é a cidade natal de Luis Arias Manzo. Próxima a Valparaiso, é parte integrante da Região Metropolitana de Santiago.  Foi fundada em 1742, originalmente com o nome Logroño de São José, mas o nome aborígene que já nomeava o vale se impôs e prevalece. Em 1743, chegam os jesuitas à cidade. e fundaram a primeira escola pública da cidade. Em 1875, Melipilla já habitava 32 199 pessoas, ou como registram 32 199 almas. Hoje alcança mais de 120 000 habitantes. Com 128 anos de criação, a Vila de Melipilla já recebera o título de cidade concedido em 29 de Dezembro de 1870. 
Localiza-se a 66 km a sudoeste da Praça de Armas em Santiago.




Em melipilla chegamos na primeira escola programada para um trabalho poético com os alunos, que já aguardavam na biblioteca: jovens inteligentes, curiosos que fizeram, a nós poetas, perguntas bem construidas. Nós - Bilá Bernardes e Maria das Graças - do Brasil; Carlos e Jose Araújo  - dois poetas da Argentina que fizeram  em ônibus a viagem até Santiago; Oscar Palacios e seu amigo cujo nome não recordo - de Chiapas - México;Luz  Marina Tamayo - de Cuba; Jaime Guzman - de Chile; Gerardo Gómez - Argentina; Maria Ahumada do Chile - sentamo-nos em semi-círculo, nos apresentamos e apresentamos poemas antes de ouvirmos e respondermos às questões dos interessados jovens. Quiseram saber, principalmente, sobre o processo de criação de um poema: se nasce pronto ou se exige trabalho; se há temas que facilitam mais a escrita, como saber se o poema está pronto...  Foi muito mais uma conversa e alunos também tinham poemas seus para mostrar.

Seguimos para uma escola rural, porém muito próxima da cidade. Lá os alunos eram de ensino fundamental. De acordo com o pedido da direção da escola, fomos cada duas pessoas em uma classe assim que os alunos entraram. Quando me apresentei, tive calorosa acolhida de menina que se sentava ao fundo e que conhecia palavras em português. Disse-me que é um sonho conhecer o Brasil. Esta reação quebrou o gelo imposto pela professora que - na minha visão de apenas 15 minutos - pareceu-me exigir disciplina rígida. Foi muito bom apresentar-lhes poemas, eu em português, Carlos em castelhano e o meu poema Tecituras que eu levara traduzido para o espanhol.

De lá saímos comentando sobre o interesse por poesia e seguimos para um espaço mágico: Centro da Mulher de malipilla - local onde são acolhidas mulheres e crianças que sofreram violência em casa. Emoconamo-nos com a recepção e as reações ante os poemas que declamamos. Havia vários presentes para nós: agenda, caneca decorada, postais e uma mesa posta com guloseimas que compartilhamos pouco pois já tivéramos dois cafés da manhã nos locais anteriores. Lá deixei meu livro e Marina combinou de retornar à tarde para um encontro mais prolongado com as mulheres. Esse é um espaço onde podemos estar sempre, também no Brasil, para levar a palavra poética.

Quase não tenho fotos por causa da câmera que já estava com a memória cheia. Gentilmente, nossos novos amigos, mais que companheiros de viagem, têm cedido suas fotos.

Foto de Marina Luz (Cuba) que se encontra atrás da câmera
Marina Luz


O almoço foi em restaurante aconchegante, com belas telas na parede. Consegui foto de celular que não estão tão boas.






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