domingo, 30 de junho de 2013

Uma Semana em Buenos Aires - Volta para Casa


O Sábado foi um dia com poucas atividades na cidade. A diária do hotel vencia às 10horas da manhã, o voo marcado para as 21 horas. Como recebêramos comunicado da Gol em casa a respeito de provável adiantamento desse horário, saímos à procura de uma agência da empresa aérea para confirmação. Não há agências abertas em dia de sábado.

No hotel, tentaram se comunicar por telefone, mas também não conseguiram. Na dúvida, decidimos ir para o aeroporto mais cedo: às 18 horas.

Saímos a caminhar pelo centro e almoçamos por ali mesmo. O objetivo era comprar mais do delicioso doce de leite para trazer ao Brasil e também dos aromatizadores com varetas que encontramos espalhados em todo o hotel. Encontramos apenas dois em uma loja cuja proprietária, muito gentil, nos deu algumas varetas extras, de seu consumo.

Indo ao Banco Itaú alí na Calle Santa Fé, encontramos mais dois em uma banca de rua.  Nesses passeios descompromissados, encontramos liquidação em loja de qualidade. Comprei o agasalho que procurava para o Pedro, a bermuda do Leo, Otaviano encontrou a meia elástica que queria, tudo foi se encaixando. Voltamos ao hotel para um pequeno descanso no hall mesmo enquanto aguardávamos o táxi para o aeroporto.

Os funcionários do hotel, muito gentis, permitiram o uso da internet mais uma vez e enviamos mensagens para casa.  Às 17:30 já no táxi, em direção ao aeroporto em Porto Madero, a paisagem do por-do-sol teve que ser registrada, em sequência:






Uma escultura no meio do caminho...




uma família que pesca ao final da tarde...



e a despedida entre as nuvens que cobrem Buenos Aires...

e a localização privilegiada permite uma bela foto...
da aeronave que a Gol Linhas Aéreas que nos proporcionou viagem tranquila, com horários cumpridos, pontualmente, nos trajetos BH-São Paulo-Buenos Aires e retorno. 

e nossas montanhas e lagoas surgindo abaixo de nós...

aproximando-se cada vez mais...

mais ainda...

até que permita identificar a cidade de Pedro Leopoldo...

e a certeza de estar em casa.

domingo, 23 de junho de 2013

Uma Semana em Buenos Aires - Manhã do último dia - 1/06/2013/Sábado

A Av 9 de Julho está em reforma e perde algumas de suas pistas internas que serão usadas exclusivamente para trânsito e pontos de ônibus.



O prédio mais alto à direita na foto, é o Hotel Panamericano, que fica na Calle Carlos Pelegrini - marginal da 9 de Julho.



Os táxis de Buenos Aires lembram nossa polícia civil.

Saímos cedo para comprar as últimas lembranças e pegar mais dinheiro no Itaú ali próximo. Aproveitamos para registrar últimas fotos do entorno do hotel.

A Lanchonete e Café Madeleine oferece pratos especiais para quem deseja almoço mais leve e a preço bem acessível. Os pratos de saladas são fartos e saborosos. Otaviano gostou do macarrão. Foi onde almoçamos quando Otaviano, cansado não quis sair das imediações do hotel.










Saímos os três a caminhar até a praça San Martin. Almoçamos em restaurante próximo à praça.
Otaviano pediu bife de chorizo. Preferi ovo com batatas que nada mais é que maionese recheada com batatas cozidas. Tudo sem sal como em quase toda comida de Buenos Aires. Apesar de sem sal, é saboroso.

Como aperitivo, Otaviano degusta o pão molhado em vinho.




Saímos do restaurante direto para a bela praça que tem  monumentais esculturas representando SanMartin, general argentino, personagem importante no processo de  libertação de países sul americanos.






Detalhe que mostra as esculturas na parte superior do monumento.


Parte dos entalhes que retratam as lutas pela libertação.



Passo a passo, recortes com amostra dos diversos entalhes que contam a história de lutas de San Martin.



Bilá Bernardes, pequenina junto ao grandioso monumento.








Encontro com Mercedes Sosa, através de um grupo da prefeitura de sua terra que ali apresentava opções de lazer e cultura fora de Buenos Aires. Em uma próxima viagem é provável que escolhamos conhecer Tucumán.




A autêntica Parrilla argentina, em foto feita com celular:


Para finalizar o dia, uma visão da Av. 9 de Julho à noite, através da janela do hotel:


e uma pequena filmagem que mostra o movimento intenso na avenida que já foi a mais larga do mundo e está sendo reduzida na largura para dar lugar a pistas exclusivas para ônibus. Nesta noite de despedida, as luzes e o movimento exercem atração sobre olhos atentos ao que queremos trazer na lembrança:

video

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Uma Semana em Buenos Aires - Sétimo Dia - 31/05/2013




Este foi um dia de muito frio!

Pela manhã, eu e Graça saímos sozinhas. Depois acompanhamos Otaviano até o Banco Patagônia para desbloquear cartão.  Na volta, caminhamos procurando onde vendessem pincéis para pintura de telas. Graça é artista plástica e tinha encomenda para levar. Encontramos uma casa que vendia próximo ao Teatro Colón.

Qual não foi nossa  surpresa quando a atendente nos diz que os melhores pincéis eram os que tinham chegado do Brasil. Sempre me orgulho quando encontro algo assim fora de nosso país!
Encontrei uma linda agenda com páginas intercaladas por aquarelas de artistas locais que representavam os mais belos exemplos da arquitetura portenha. Comprei a última que lá havia.

Em seguida fomos ao Teatro comprar os tickets para a visita guiada. Com esses em mãos saímos a procurar Colégios para Otaviano visitar. Ele queria conhecer o sistema educacional argentino e nada melhor que entrevistar alunos para ter informações, pois nossa visita foi barrada.




Em entrevista com o grupo de alunos das fotos a seguir, ouvimos que a escola secundária argentina tem duração de 6 anos, sendo que no 5º ano o aluno faz a sua escolha profissional entre várias opções.

No último ano o aluno passa a ter formação profissional específica. Constatamos que no Uruguai a escola secundária segue o mesmo sistema, porém com menos opções de escolha. São três áreas: humana, biológica e científica. Em cada uma apenas duas opções.

Fomos informados ainda que as escolas secundárias argentinas, mesmo sendo públicas, de certa forma acabam por privilegiar alunos das classes A e B, pois são pagas.

Segundo dados da Wikipedia, o "Instituto Libre de Segunda Enseñanza (ILSE) es una institución de enseñanza secundaria fue inaugurado el 16 de mayo de 1892, dependiendo de la universidad de Buenos Aires (UBA) al igual que la Escuela Superior de Comercio Carlos Pellegrini y el Colegio Nacional de Buenos Aires. El primer edificio del ILSE quedaba antes en la calle Florida al 756. El edificio de la calle Libertad fue terminado en 1905. De caracter mixto entre 1907 a 1931 y desde 1985. A diferencia de los otros dos colegios universitarios, cuenta con financiamiento propio. Tiene aproximadamente 1.000 estudiantes."

Pena que não temos os nomes dos gentis estudantes que nos informaram com tanta educação.


Continuando, chegamos à rua Florida. Próximo a Galerias Pacífico, deparamos com um trio que fazia show de tango para os grupos que ali passavam. Ao fundo, pode-se ver  a cúpula do edifício que abriga as lojas e os escritórios.





Otaviano gostou. Mesmo assim ficou firme em sua decisão de não ir a um show à noite.


Almoçamos ali mesmo, em um restaurante japonês self service que tinha imensa variedade de pratos de todas as nacionalidades. Em seguida caminhamos até o teatro para a visita.

Dentro do Colón pode-se fotografar desde que não se use flash.  As fotos perdem em qualidade, mas é possível ver a grandeza da construção do que é considerado um dos quatro melhores teatros do mundo, tanto pela beleza e luxo quanto pela acústica.

Sem a informação de que era permitido fotografar, comprei um pacote de três fotos produzidas por "fotógrafa"que trabalha ali e oferece fotos a caráter. Este é o cartaz que oferece o trabalho:

Foto: Graça Rezende

NÃO VALE A PENA!!! Compramos gato por lebre. Primeiro porque não há roupas a caráter para se vestir, mas apenas imitação de fraque em três tamanhos diferentes que os homens colocam à frente da camisa.
Segundo porque não há máquina fotográfica, mas câmera de computador que gera imagem com pouquíssima qualidade e esta é encaixada em cenários que já estão no computador.

A única que ficou melhorzinha é a do Otaviano como fosse um maestro regendo a orquestra.


A terceira nem mostro.



Hall de entrada e escadarias.

Foto: Graça Rezende





                                   Foto: Graça Rezende


Vitral que fica no teto em um dos espaços do teatro, próximo à entrada.

Foto: Graça Rezende

Foto: Graça Rezende


Não se sabe onde os detalhes mais bonitos, se no alto, nas laterais ou no piso feito com minúsculas pastilhas de mármore que formam belos mosaicos.

                                     Foto: Graça Rezende



Foto: Graça Rezende

Foto: Graça Rezende

               Foto: Graça Rezende








                                Foto: Graça Rezende
                          Foto: Graça Rezende




Otaviano atento às informações que o guia dava a respeito da história e importância do teatro.

A área total é de  58 mil metros quadrados. 
Entre os grandes artistas que alí se apresentaram, destacam-se Richard Strauss, Stravinsky, Von Karajan, Caruso, Maria Callas, carreras, Plácido Domingo e Pavarotti, Nureyev, Barishnikov. 

O texto abaixo, parte do site oficial do teatro, conta o início do teatro. 

"O Teatro Colón de Buenos Aires é considerado um dos melhores teatros do mundo. Famoso por sua acústica e valor artístico da construção, fez 100 anos em 2008.

O atual edifício está localizado entre as ruas: Cerrito, Viamonte, Tucumán e Liberdade, no coração da cidade de Buenos Aires, e foi inaugurado em 25 de maio de 1908 com a ópera Aida de Giuseppe Verdi. Este edifício substitui o antigo Teatro Colón, construído no mesmo bloco que hoje está ocupado pelo Banco Nacional, em frente à Praça de Maio, que funcionou entre 1857 e 1888.

A construção do novo edifício demorou cerca de 20 anos, e colocou sua pedra fundamental no dia 25 de maio de 1890, com a intenção de inaugurar-se antes do dia 12 de outubro de 1892 para coincidir com o quarto aniversário da descoberta da América. O projeto inicial foi concebido pelo arquiteto Francesco Tamburini, quem faleceu em 1891, e sua obra foi conservada e modificada pelo seu parceiro, o arquiteto Victor Meano, autor do palácio do Congresso argentino. Os trabalhos progrediram até 1894, mas depois estagnou por razões financeiras. Em 1904, Meano foi assassinado em sua casa, e o governo solicitou que o belga Jules Dormal finalize o trabalho. Dormal introduziu algumas alterações estruturais e, definitivamente, deixou a sua marca impressa no estilo francês da decoração."

Foto: Graça Rezende

Foto: Graça Rezende

A sala central tem a forma de ferradura. Todo iluminado e dourado remete-nos aos espaços nobres do século XVIII e início do XIX.




Durante a visita ao salão principal nos foi pedido silêncio absoluto porque a solista da ópera a ser encenada na semana seguinte fazia ensaio com a orquestra.
'







Ao final, um  cafezinho no teatro para tornar completo a ida ao espaço primeiro das óperas em Buenos Aires. E uma foto do arranjo delicado nas mesas do Café.