terça-feira, 11 de junho de 2013

Uma Semana em Buenos Aires - Quarto dia -28/05/2013



28 de Maio 2013 - terça-feira - Buenos Aires em dia de chuva

O dia amanheceu com tempestade e trovoada em Buenos Aires, que começou enquanto tomávamos o café da manhã e nos preparávamos para seguir no ônibus de turismo para conhecer de perto cada ponto visto e fotografado no dia anterior. Iríamos ao Caminito, Ricoleta, Planetário, Galerias Pacífico na "Calle Florida" e almoçaríamos o famoso churrasco de "ternero" da Argentina. Otaviano desistiu logo quando viu o escuro do céu e ouviu os sinais da tempestade. Eu e Graça decidimos caminhar por perto para comprar alguns "souvenirs" como lembrança.
Só quando saímos do hotel tivemos a dimensão da chuva. Fizemos fotos, primeiro da correnteza em frente:




Aguardamos um pouco e cumprimos o segundo plano: lojas nos arredores do hotel. Encontramos cachecol, meias, bijuterias ornadas com a pedra local - a rosada e linda Rodocrosita incrustada em prata argentina. Compramos algumas e voltamos ao hotel. Junto à bela bijouteria, vem folheto explicativo de suas propriedades. Ganhamos um traduzido para o português, porém com tradução via internet, seria mais ácil compreender se estivesse na língua originária.

A rodocrosita, na Argentina é conhecida como "Rosa Inca", pois foi encontrada pelos Incas em minas de prata da Argentina que a utilizavam para proteção e cura. Sendo uma pedra do chakra cardíaco, é muito usada à altura do peito.

Fotos em Wikipédia




É a pedra nacional típica da Argentina.

Segundo a Wikipédia, ela é um mineral formado por carbonato de manganês que também pode ser cálcio, magnésio ou zinco.  Foi descoberta, primeiro, na Romênia e seu nome deriva do greco e significa cor-de-rosa. Na  República Argentina, vem de um lugar chamado Andalgalá, na província Catamarca, a 55km de Belén.

Algumas jóias são feitas com ele, especialmente na Argentina.

Segundo sites pesquisados, a rodocrosita é calmante e combate a asma, boa para combater úlceras estomacais de cunho emocional, estimula os batimentos cardíacos, purifica o sistema circulatório e os rins e proporciona bom sono. Além disso, proporciona harmonia emocional.

Por tudo isso, creio que a bijouteria com essa pedra seja uma boa lembrança a se levar de Buenos Aires.




Só muito tarde conseguimos os três pegarmos o ônibus de turismo e fomos direto a Porto Madero, no restaurante Siga La Vaca, pois Otaviano queria uma boa Parrilla argentina.
Pelo caminho fazíamos outras fotos.







Foto: Graça Rezende









Foto: Graça Rezende


Foto: Graça Rezende






Chegamos a Puerto Madero, local ideal para belas fotos. Espaço onde as árvores têm folhas coloridas, diferente das outras árvores da cidade que ficam despidas por causa do frio.

Fomos parando pelo caminho, sentindo o clima e a paisagem, respirando o ar do rio que ali foi represado e dividido em diques que determinam e nomeiam as áreas no bairro: Dique 1 a Dique 4. Estamos no primeiro.




Deixando vir à tona a criança que cada um temos em nós, percorremos os caminhos até o restaurante sem pressa, cuidando olhar cada detalhe que se nos apresentava.








Chegamos ao restaurante:








Descobrimos um buffet tão delicioso e diverso que a carne ficou em segundo plano. Na lembrança ficou o sabor delicioso do rocambole de "papas" (batatas) além de outras guloseimas. A sobremesa nem se fala! Não sei se o melhor era a beleza do prato ou seu sabor. Tudo incluído no buffet a $122 pesos argentinos por pessoa.
Mais tarde descobrimos que esse valor era para quem chega até 16 horas. A partir de 16h é mais caro.




O lugar também é lindo e a alegria e gentileza de quem ali trabalha vale.
Fizemos fotos inclusive com funcionários. Otaviano, com casaco de frio do Galo atraiu a atenção de alguns torcedores do Estudientes que haviam torcido para o Atlético contra o Boca Juniors. Um deles, inclusive, é fã do Ronaldinho Gaúcho, tentou se encontrar com ele em hotel ali próximo para conseguir autógrafo, em vão.






Na saída, vimos a Universidade Católica instalada em um dos antigos armazens.








Novamente no ônibus, voltamos ao hotel.



Noite sem chuva, decidimos descer junto às Galerias Pacífico, lindo Shopping na  Av. Córdoba e Calle (rua) Florida.
Segundo um folder que deixam ao visitante,  a obra arquitetônica que abriga as Galerias Pacífico foi inspirada no Bon Marché de Paris, ao final do século XIX,  quando Francisco Seeber e Emilio Bunge criaram o Bon Marché Argentino, "um lugar que ofereceria as últimas expressões da moda mundial". 

Com a crise econômica de 1890, parte da construção foi vendida para a Estrada de Ferro Buenos Aires ao Pacífico. "Em 1945, os arquitetos Jorge Aslan e Héctor Ezcurra projetaram a remodelação do edifício separando as galerias de comércio dos escritórios da  ferrovia, incluindo os murais" na superfície de 450m²  da cúpula central, por sinal belíssimos murais, pintados por cinco grandes pintores: Os argentinos Antonio Berni  (1905-1981), Juan Carlos Castagnino (1908-1972), Lino enea Spilimbergo (1896-1964), Demetrio Urruchúa (1902-1978) e o espanhol Manuel Comeiro (1901-1999) .

Como nossas fotos não ficaram boas, posto  de outros sites: Do primeiro andar, a visão  na totalidade é magnífica!



Esta e a próxima foto foram extraídas do site oficial das Galerias.


Em 1989, o edifício foi declarado Monumento Histórico Nacional sendo entregue a Galerias Pacífico S. A. Em 18 de Maio de 1992,  foi inaugurado o magnífico Centro Comercial e Cultural que hoje visitamos. 




 Na Galeria Pacifico adquirimos as passagens para o passeio no Ferry no dia seguinte, em direção ao Uruguai/ Colônia de Sacramento. É uma viagem de ida pela manhã e volta à noite. O porto fica na parte histórica da cidade e o tempo é suficiente para conhecer caminhando pelas pequeninas ruas locais.


Abaixo, planta da cidade com localização do Hotel Panamericano:

A área destacada em rosa com seta em vermelho é onde fica o shopping. A seta verde que aponta a letra H é onde se localiza o Hotel Panamericano. Tudo o mais ficava bem próximo permitindo ir a pé a muitos lugares. Inclusive o teatro Colón ficava em frente.

No mapa estão marcadas as estações de metrô:
 linhas A (azul claro), B (vermelho), C (azul escuro), D (verde), E (Lilás) e (amarelo)

Legenda:

  8 - Trubunais
  9 - Teatro Colón
10 - Obelisco/Praça da república
11 - Congresso da Nação
12 - Cabildo
13 - Catedral de Buenos Aires
14 - Casa de Governo (Casa Rosada)
15 - Convento Santo Domingo/ Mausoleo de Manoel  Belgrano
16 - Museo Nacional de Arte Moderna
17 - Museu Fragara Ponte Sarmiento
18 - Edifício do Correio Central 




quinta-feira, 6 de junho de 2013

Uma Semana em Buenos Aires - Terceiro Dia


27 de Maio de 2013  Segunda Feira

Pela manhã caminhamos muito  procurando uma agência do Banco do Brasil para Otaviano. Não mais existe. O local está em reforma. Todas as ruas na região estão.

Após muitas informações desencontradas alguém nos sugeriu procurar o Banco Patagônia. Lá nos deram outro endereço de agência que atendia a brasileiros. Nesta agência ficamos sabendo que o Banco do Brasil comprou o Patagônia. Cartão desbloqueado, retiramos dinheiro e fomos ao Itaú para a mesma operação. Bem mais fácil e mais central.

Com dinheiro local em mãos, saímos a comprar tickets para o ônibus de turismo Buenos Aires Bus. Vale a pena para conhecer todos os pontos turísticos sem preocupações. Há paradas em todos os pontos onde podemos descer, visitar e retomar o embarque no horário em que o veículo volta para descer em outro ponto turístico. A validade do ticket que compramos era de 24horas, mas poderia ser 48h. Como o objetivo era passar em todos os pontos turísticos para decidir em quais retornaríamos, fazendo assim um plano de viagem, não justificaria mais tempo. Mesmo porque é um tour muito demorado, visto que o ônibus passa várias vezes no mesmo ponto de um lado e outro das vias.
Nesse dia não deu tempo de descermos, a não ser no Café para lanche e banheiro,  pois já era o último horário. Por isso, por quase três horas percorremos a cidade e, do segundo andar do ônibus,  fotografamos a cidade.

Foto: Graça Rezende

Foto: Bilá Bernardes

Foto: Graça Rezende


Para suportar o frio, vesti roupa sobre roupa. O resultado é que ficamos gooorrrda! (rs.) 
Este é um dos carros do Buenos Aires Bus.




Entrada de estação de metrô.


Escultura de Dom Quixote na praça.

A arquitetura em Buenos Aires tem clara influência europeia e lembra alguns espaços do Rio de Janeiro.
Abaixo, várias fotos com detalhes dessas construções.









Cada praça de Buenos Aires é um verdadeiro parque aberto ao público.




Por várias vezes o ônibus transitou pela Avenida Brasil, pequena, feia, de mal cuidadas construções. Havia, porém uma edificação muito imponente com o endereço em destaque que a velocidade do ônibus me impedia de fotografar. Depois de várias tentativas consegui a foto abaixo:


E chegamos ao famoso bairro do Boca.




De vários ângulos, o Estádio do Boca Júniors




Apesar da pobreza visível na conservação das casa e do emaranhado de fios que se vê em todas as ruas do bairro, há detalhes muito bonitos que valem a fotografia.










O que me chamou a atenção aqui foi o nome para extintores de incêncio no comércio local.


Foto: Graça Rezende

Nem eu nem Graça conseguimos uma boa foto deste local. Mas é muito interessante o painel.

Saindo do bairro mais popular da cidade, seguimos em direção ao mais luxuoso: Puerto Madero.

História: Ao final do século XIX, foi construído o prto de Buenos Aires, similar ao Porto de Londres.  Devido aos grandes portes dos navios que passaram a navegar para a região, este foi desativado em favor de novo porto construído em 1926. Para a construção do primeiro porto, foi contratado o engenheiro Eduardo Madero, cujo sobrenome passou a ser o do bairro.
Desativado o porto que fora um marco da engenharia, entrou em decadência até que a partir de 1989, surgiu acordo entre governo Federal e municipal para revitalização do local. Houve maciço investimento estrangeiro na utilização e transformação  dos armazéns que se tornaram local das maiores grifs da moda europeia, além de residências imponentes, escritórios, hotéis. Neste bairro há terras emergidas artificialmente com o aterro do rio da Prata.
Uma curiosidade é o nome das ruas que homenageiam mulheres latinas.


Hall de entrada do Hotel Hilton












Congresso Nacional da Argentina na Praça do Congresso. Fica a seis quadras do hotel. É um belíssimo prédio e também está passando por restauração.

Foto: Graça Rezende


Praça do Congresso



Planetário visto de longe, à noite.

Um brasileiro de Ubá canta nas noites de Buenos Aires.
Voltando para o hotel, em caminhada lenta, apreciando o que encontrávamos, ouvimos música brasileira sendo executada. Seguindo o som, chegamos a uma praça e juntamo-nos à platéia. Depois de algumas músicas, conversamos com o simpático rapaz que exibia guitarra, música e voz.

 
Foto: graça Rezende