sexta-feira, 8 de julho de 2011

Conhecendo também o Brasil: começando por Belo Horizonte

A partir de agora, publicaremos fotos e comentários sobre viagens ao Brasil. Começamos com a cidade de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais.

 Fotos feitas de janela no bairro João Pinheiro. Ao fundo avista-se em três ângulos diferentes, parte da Serra do Curral, uma cadeia de montanhas que cerca a cidade e que é parte da Serra do espinhaço. Por isso o nome curral. Foi a serra que deu o primeiro nome da cidade: Curral del Rei. Em 1901 é que foi batizada com o nome atual.




Belo Horizonte é uma cidade planejada e mantém as ruas e avenidas da planta inicial dentro do espaço cercado pela Avenida do Contorno. É interessante que suas ruas recebem outros nomes ao atravessarem esta avenida.
Apesar de seus mais de dois milhões de habitantes, Belo Horizonte conserva algumas características de pequenas cidades, onde as pessoas se conhecem.


...
.                                                                                                     
CAPITAL HUMANIZADA

Morar na capital
sentir-me no interior
   
Morar na capital   
  ser reconhecida 
reconhecer 
pessoas que passam 
pelas ruas

cumprimentar e conversar
perguntar pela saúde da avó
pelo rendimento escolar do filho
dar notícias do senhor da esquina
que passou mal
mas já melhorou

Morar na capital 
e encontrar a casa dos amigos
sem saber o número ou
o nome da rua

Morar na capital
e ter como referências
de localização
um sinal 
( mais que mapas e plantas)
pessoas e lugares comuns:

mercado, farmácia,    
banca de revistas
  a lanchonete onde
  se faz suco de açaí
próxima ao Banco onde o gerente
se chama Jaci
...
Ainda é assim a BH dos mineiros
que se recusam a ser
engolidos e mecanizados
pela modernidade
na metrópole que cresce
ligeira
 ...
Mantêm a cidade
a serviço dos seres humanos,
faceira


                                                                          Bilá Bernardes

 

  Este poema foi publicado em: Maria José de Castro Alves. Belo Horizonte em Verso e Prosa.  Belo Horizonte: faculdade de Letras da UFMG, Linha Ed. Tela e Texto, 2008. 64p. Também circulou, durante o ano de 2010, em ônibus coletivos de BH, selecionado no programa Leitura para Todos, uma parceria BHTRANS e  Tela e Texto.

 Abaixo, fotos feitas de janela na Av. Bias Fortes, próximo à  Praça Raul Soares. Esta sequência de fotografias, feitas por Angélica Rodrigues, mostram o porquê do nome Belo Horizonte para a capital de Minas Gerais.


Detalhe da escada no Palácio da Liberdade




Hélio Pellegrino e Paulo Mendes Campos, escritores de MG
Junto a Fernado Sabino e Otto Lara Resende, são presenças marcadas na calçada da Biblioteca Estadual.


Um grupo de poetas caminha pelo parque municipal Américo Rennê Gianetti, no centro da cidade. Árvores centenárias, belos jardins, praças e lago são atrações do parque.

Se quer conhecer atualidades sobre Belo Horizonte, acesse o site da PBH. Se seu interesse é pela história e informações gerais, acesse as páginas da wikipédia.


O vídeo abaixo tem diversas fotos desta cidade e música sobre poema de Bilá Bernardes:

terça-feira, 28 de junho de 2011

Lisboa, Fátima e Sintra - Primeira viagem a Portugal (Ano 2000)

Em Março de 2000, na primeira viagem a Lisboa, o Mosteiro dos Jerônimos foi o monumento que mais me encantou naquela cidade.

De longe, chamou-me a atenção, prendeu o olhar e só conseguia caminhar cada vez mais para perto dele.





E quanto mais nos aproximávamos, mais os detalhes se destacavam e mais surpreendente ficavam.


Apareceram, também, para tristeza do olhar, o descuido com a obra que não era tão branquinha nem tão limpa.







Fato que deixou-me triste, mas não tirou a beleza da arquitetura, nem o encanto da pedra esculpida com tanto zelo.





O interior do prédio, então, atrai ainda mais e encanta. Os arabescos tên forma peculiar; ao longe parece que estamos diante de fina renda. Observando mais, visualizo palmeiras - são os portais das colunas que circundam o pátio onde um jardim bem planejado fica aos nossos pés. 


No detalhe, parte dos entalhes do túmulo de Vasco da Gama que se encontra no interior da igreja.



Vários entalhes em metal direcionam meu caminhar.  Apesar de não poder usar o flash, a foto abaixo ficou interessante de se ver.


E à saída (entrada) não há como resistir a uma foto próxima à âncora que adorna parte dos jardins.




Torre de Belém, junto à fpz do rio Tejo


Próximo ao mosteiro, pode -se caminhar até o monumento aos 500 anos de D. Manuel, o navegador.





Vista lateral da bela igreja projetada para receber milhares de fiéis.





Depois de Fátima,  volta a Lisboa em ônibus.

Depois, viagem de trem até Cintra.


Primeiro passeio pelas ruínas do castelo dos Mouros no topo da montanha.  Caminhada até o alto feita ao lado de adolescentes que, com a família ou sós cumpriam tarefa escolar.





Conhecer primeiro os castelos dos Mouros foi planejado, por ser melhor a subida /descida da montanha pela manhã.

À tarde, o tempo foi dedicado ao belíssimo Palácio de Pena, popularmente descrito como  Castelo de Sintra. 
Ele fica na Serra de Sintra e tem uma história interessante na sua construção que justifica a diversidade de estilos. Sua origem é uma capela dedicada a Nossa Senhora da Pena substituída pelo Monastério Jerônimo construido no século XV.   Sobre as ruínas desse monastério, ergueram no século XIX, o castelo que visitamos.

Faça um tour pelo castelo, leia sobre o que oferecem aos turistas no site oficial.














terça-feira, 7 de junho de 2011

Índice para acompanhar esta viagem

Aqui deixo o índice completo do blog para facilitar a escolha do local que você deseja conhecer com detalhes através da nossa ótica.

O Blog ainda não está pronto. Nossas impressões de viagem estão sendo escritas devagar, à medida que haja tempo e lembranças que afloram diante das fotos.

Naveguem pelos links abaixo e viajam conosco por belas cidades de nosso planeta, diferentes culturas mas o mesmo espirito de solidariedade encontrado em todos os lugares.
Abraços e obrigada pelas visitas.

Deixe comentários para sabermos sua opinião.
Bilá Bernardes e Otaviano

Arquivo do blog

segunda-feira, 30 de maio de 2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Presépio em pleno mês de Maio

Em Fátima, no páteo onde os fiéis se reúnem, ainda permanecia montado o belo presépio estilizado que fotografei. Veja!

O espaço dedicado à mãe de Jesus justifica que se encontre a montagem de presépio em qualquer época do ano.

No site pt.wikipedia.org/wiki/Presépio, encontrei dados muito interessantes sobre ps presépios em Portugal. Entre inúmeras outras informações, recortei as que reproduzo abaixo:



"O Presépio Tradicional Português é - ao contrário do que encontramos nos outros países - formado por figuras tão diversas que não correspondem exactamente à época que deveriam representar. À excepção das figuras da Sagrada Família (São José, Virgem Maria e Menino Jesus), dos pastores e dos Três Reis Magos, todas as restantes figuras que surgem no Presépio Tradicional Português foram adicionadas com vista a dar uma representação "mais portuguesa" à história da Natividade. Assim, podemos encontrar figuras como: um moleiro e o seu moinho, uma lavadeira, alguns bailarinos de um rancho folclórico, uma mulher com um cântaro na cabeça, entre muitos outros personagens divertidos e tipicamente portugueses. A origem destas peças é da Região Norte de Portugal e, ainda hoje, são todas produzidas com origem artesanal.

Por sua vez, no Alentejo, o Presépio mais característico é o de Estremoz.

No inicio do séc. XX estavam praticamente em desuso e a produção era rara. Sebastião Pessanha encomenda ainda um Presépio na década de 10, com 60 peças. Disse-lhe Gertrudes Rosa Marques (uma das últimas bonecreiras que ainda trabalhava em Estremoz) que já não saia um da sua oficina há muitos anos, facto que atesta o desuso da representação da Natividade nos antigos moldes.

Entretanto, durante o Regime do Estado Novo, aos bonecos de Estremoz é dado um novo alento, conhecendo os Presépios locais uma fantástica inovação, que substituiu mesmo a antiga tradição. Nos anos 30, o Director da Escola de Artes e Oficios local, o gaiense José Maria Sá Lemos, com a preciosa assistência do Mestre Oleiro Mariano da Conceição, junta os famosos Tronos de cascata de Santo António, com as principais figurinhas que compõem um Presépio. A cena passa então a ser composta por 9 peças, mais o Trono (ou Altar como alguns lhe chamam), onde estão os três Reis Magos no degrau maior, estando ao meio a Sagrada Família com o Menino dentro da Mangedoura, e no terceiro e último degrau estão três Pastores ofertantes. Hoje é este o Presépio que se considera tradicional em Estremoz."
No Brasil, encontramos diversas montagens de presépios, algumas que seguem o tradicional, outras que inovam. O material utilizado atualmente também é diversificado: a madeira e a argila ainda são destaque, mas podemos ver, em espaços de arte, presépios confeccionados em vidro, aproveitamento de materiais reciclados como jornal e garrafas pet, armações de arame, tecidos, palha, biscuit...
Entre os presépios de biscuit, Angélica Rodrigues já recebeu dois prêmios em exposição que já se transformava em tradição no sagão do prédio da Telemar, em Belo Horizonte: um segundo lugar e um primeiro, entre os presépios pequenos que é a especialidade da artista.
Angélica também mistura materiais em suas confecções e entre os presépios onde combinou biscuit e tecidos, um foi adquirido pelo Governo do estado de Minas Gerais - Brasil, para compor a exposição anual de presépios que se faz na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte.